Maraú: Empresário agride homem por causa de bloqueio à Praia de Barra Grande Vídeos mostram agressão a rapaz que teve nariz fraturado após levar socos no rosto

O bloqueio dos acessos às areias das praias por parte da Prefeitura de Maraú causou uma briga com agressão física, na noite deste sábado (5), em Barra Grande.

O desentendimento ocorreu quando o empresário Herbert Moreira Dias, conhecido como “Beto Meira”, dono dos Supermercados Meira, de Itabuna e Ilhéus, e que possui imóveis em Barra Grande, retirava, com o apoio de prepostos e uma motosserra, um dos acessos bloqueados pela prefeitura.

Um dos vídeos publicados nas redes sociais por testemunhas, mostra Fernando Amaral, pessoa conhecida da comunidade de Barra Grande, e seu esposo Lucas, que possuem casa de praia na Barra, se aproximando do local para informar ao empresário que tinha sido a gestão municipal que havia determinado o fechamento dos acessos.

As imagens mostram que imediatamente o empresário se altera e parte para cima de Fernando, o agredindo com socos no rosto, o que ocasionou uma lesão em seu nariz. Fernando foge do agressor que continua a persegui-lo apesar dos gritos de outras pessoas pedindo que o empresário parasse a agressão.

Num outro vídeo é possível ver Fernando já relatando a fratura em seu nariz e ainda assim sendo xingado e perseguido pelo empresário que apresentava estado de descontrole com a situação, inclusive, num determinado momento faz ameaça a Fernando: “Vou dar um tiro na sua cara, seu bosta”, diz enfurecido. Num outro trecho da gravação, Beto Meira diz: “Esse bosta vem pra aqui, compra uma casa de merda e acha que é dono da rua”.

Fernando Amaral foi encaminhado ao plantão do Posto de Saúde de Barra Grande e posteriormente à Ilhéus para fazer mais exames. De acordo com informações de Lucas, marido da vítima, o agressor teria acusado o casal de serem autores do fechamento do acesso de veículos à praia.

BETO MEIRA DIVULGOU NOTA SOBRE O OCORRIDO

Por meio de sua assessoria, o empresário divulgou uma nota com sua versão para os fatos. Herbert Moreira Dias informou que possui casa e frequenta Barra Grande há cerca de trinta anos. Sempre teve acesso à praia através de uma servidão localizada em frente a uma pousada de sua propriedade, cujos clientes também têm acesso à praia pelo mesmo local.

Segundo ele: “anteriormente, o proprietário de uma casa a beira mar que fica no final da servidão já tentou fechá-la, colocando corrente e cadeado e impedindo o livre acesso das pessoas à praia”. Ainda, na nota, o empresário afirma que fora agredido por Fernando com um dedo em seu rosto.

Segue a nota:

“Ontem, fui surpreendido com uma nova barreira na servidão e não se sabia até então, quem a tinha colocado naquele local. A barreira foi instalada numa área da União (Marinha), sem respeitar a acessibilidade das pessoas. O espaço lateral mínimo, deixado para passagem de pedestres, impede a circulação de obesos, cadeirantes ou qualquer pessoa com problema de mobilidade, o que fere, inclusive, o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que delimita um espaço recomendado de 1,50m e mínimo de 1,20m para a referida passagem. Em Barra Grande estamos cansados de ver proprietários de terrenos em frente ao mar, aumentarem suas áreas de SPU, tomarem quase toda a areia da praia e também servidões. Por conta das flagrantes irregularidades, tentei fazer a remoção da barreira, quando então aproximou-se um indivíduo muito mais alto e forte que eu (tenho 62 anos), colocou o dedo em riste no meu rosto, numa atitude completamente agressiva. Para defender minha integridade física, revidei àquela ação”.

O empresário finalizou a nota informando que contribui com município, gerando empregos e através de doações, visando sempre manter o lugar como o paraíso que é. Ele diz ainda que tem muito amor por Barra Grande e apesar de entender que a barreira colocada pelo município fere frontalmente à legislação federal com relação à acessibilidade, está disposto a ressarcir os prejuízos causados ao município, “solicitando antecipadamente que a barreira seja adequada às normas legais”, fecha a nota.

Da redação.

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