Novos tremores de terra são registrados nesta segunda na Bahia Tremor atingiu 3,5 de magnitude na escala Richter e foram observados por volta das 3h40 da manhã

Um novo terremoto atingiu, na madrugada de hoje (31), cidades do Recôncavo Baiano. Os tremores foram observados por volta das 3h40 da manhã.

O terremoto, que atingiu 3,5 de magnitude na escala Richter, foi sentido em Amargosa e ao menos outros cinco municípios: Elísio Medrado, São Miguel das Matas, Varzedo, Brejões e Castro Alves. Um tremor já havia sido sentido ontem (30) na Bahia, pela manhã. O fenômeno, no entanto, atingiu outra região, que abrangia Salvador e cidades próximas.

A diretora do Instituto de Geociências da Ufba, a geóloga Olivia Oliveira, não descarta que o tremor possa acontecer novamente, mesmo o Brasil estando no centro de uma placa tectônica, a Sul-Americana. “Mesmo o Brasil estando centralizado numa placa tectônica, [tremores de terra] são fenômenos naturais que sempre podem acontecer novamente e a gente não tem como prever com muita antecedência”, informa a pesquisadora. 

Veja abaixo nota que o Instituto divulgou sobre o ocorrido:

“Um terremoto de 4,6 na Escala Richter, seguido de menor magnitude, atingiu em 30/08/2020 a cidade de mutuípe/Bahia e foi sentido em várias cidades do interior do estado, e em alguns bairros de Salvador. 

Segundo a Rede Sismográfica Mundial, a profundidade do foco foi de 10 km. Por ser raso, o sismo ocasionou abalo com tremor notório em habitações, no entanto não têm atingido magnitude suficientes para ocasionar danos maiores. 

A região atingida se constitui em uma área sismogênica (propensa à ocorrência de sismos), cujos relatos de terremotos são descritos desde o início do século passado. As rochas da região possuem fraturas onde elas se movimentam umas em relação às outras. Como estas estruturas possuem grandes dimensões, mesmo movimentos de alguns centímetros, quando ocorrem, liberam muita energia. Essa energia é então transformada em vibração e som que são sentidos pela população. 

O Instituto de Geociências (IGEO) da UFBA e a Sociedade Brasileira de Geologia estão atentos à situação”.

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